
Este é apenas um pequeno glossário oculto para o conhecimento do leitor. Em cada curso, apresento páginas com glossário próprio.
Adepto:
A palavra "adepto" vem do latim adeptus, que significa "aquele que alcançou".
Pessoa considerada como tendo alcançado um determinado nível de conhecimento, habilidade ou aptidão em crenças pertinentes a um determinado autor, ou organização é conhecida como adepto.
As suas qualidades excecionais os destacam dos demais. Todas as qualidades humanas são desenvolvidas neles, incluindo inteligência e espiritualidade. Através do crescimento espiritual e desenvolvimento pessoal, qualquer um pode se tornar um adepto. Não confunda adepto e neófito.
Um neófito é uma pessoa que explora ativamente a espiritualidade sem uma direção distinta; não está a comprometer-se com nada ainda. Mais tarde, se assim o desejar, seguirá um caminho específico que conduz à iniciação, tornando-se um iniciado. Então, será um adepto, mais experiente e praticante de magia.
Babalawô:
Sacerdote do oráculo de Ifá, homem. Diminutivo: Awô, o “Conhecedor dos segredos”.
Livro das Sombras:
Terminologia pagã originária da Wicca, refere-se a um diário pessoal que reúne informações espirituais, práticas, rituais e feitiços.
Magia do Caos:
Chaos magick é uma prática mágica contemporânea e um movimento religioso da nova era, baseado fortemente nas crenças ocultas do artista Austin Osman Spare. Na década de 1970, apareceu pela primeira vez na Inglaterra como um componente de uma subcultura mágica e neopagã mais ampla.
Não existe verdade absoluta, todos os sistemas ocultos são vistos pela magia do caos como sistemas de símbolos arbitrários que só são eficazes devido às crenças do praticante.
Carregar:
Transmitir sacramentalmente energia a um objeto.
Ctónico:
Geralmente atribuído a deuses; na mitologia grega, relativo ou pertencente ao submundo. Em grego χθονιος, khthonios, "relativo à terra", "terreno". Enquanto termos como "divindade da terra" têm implicações mais amplas, os termos khthonie e khthonios têm um significado mais técnico e preciso em grego, referindo-se à forma como se ofereciam sacrifícios ao deus em questão.
Cone de Poder:
Na magia cerimonial, particularmente na Wicca, o cone de poder é uma técnica para aumentar a energia. O cone de poder é visualizado como um cone de energia que envolve a circunferência do círculo dos wiccanianos e se reduz a um ponto acima do grupo. Os wiccanos ficam em círculo, ocasionalmente de mãos dadas, e concentram-se num único ponto acima do grupo no meio do círculo para criar o cone.
Encruzilhada:
O ponto onde dois caminhos se cruzam, resultando em caminhos que levam em quatro direções diferentes. Deixam-se usualmente oferendas nesses "lugares de poder" na Umbanda, Candomblé e Kimbanda para divindades como Exú e as Pombagiras.
Doppelganger:
Doppelganger é um termo do alemão. "Doppel" e "gänger" implicam "duplo", "réplica" ou "duplicado" ("andarilho" ou "deambulante"). Um fantasma idêntico a uma pessoa viva; um espírito que se parece com outra pessoa, mas não é um gèmeo. Uma aparição que toma a forma do duplo de uma pessoa viva. O "doble-goer" pode representar o seu lado negro ou o nosso duplo do mal. Se cada partícula tem a sua própria antipartícula, também podemos ter o nosso próprio anti-eu. Foi referido como "Khaibet" no antigo Egito. A projeção astral involuntária de uma pessoa é outra possibilidade (quando ela está a dormir, por exemplo, e não percebe, então outras pessoas verão um espectro daquele indivíduo).
Dream walking:
A capacidade de sonhar lucidamente ou de recolher informações dos sonhos (oneiromancia). A capacidade de entrar no sonho de outra pessoa (como projeção astral e telepatia combinadas).
Nos cursos de Magia Suméria e Magia Vampyrica, apresento alguns ritos.
Egrégora:
Egrégora é um "pensamento-forma" ou "mente grupal coletiva", é um ser psíquico independente composto e influenciado por um agregado de pensamentos das pessoas. O termo é derivado da palavra grega egregorien, que significa "acordado" ou "observando". Grupos ocultistas também criam essas entidades em trabalhos mágicos.
Elementos:
Os cinco aspetos mais puros e básicos dos quais todas as coisas no universo são compostas: fogo, água, terra, ar e o quinto elemento sendo éter ou espírito.
Elementais:
Um elemental é um ser mítico descrito em obras ocultistas e alquímicas do Renascimento europeu, principalmente nas obras de Paracelso do século XVI. Esses elementais correspondem aos quatro elementos Empedocleanos da antiguidade: terra, água, ar e fogo.
Vampyrismo energético:
Existe também o termo “vampirismo psíquico” (psionismo, psy vamp), mas acho que “vampyrismo energético” é melhor usado para descrever a manipulação de energias. Outra variante é o Kinesismo ou Kinesia (que deriva do termo oriental para energia: Ki). Às vezes, a expressão "vampirismo prânico" é empregada (derivada de Prana, o termo hindu para essa energia).
Encantar:
Lançar um feitiço sobre um item para que desempenhe alguma função metafísica. Às vezes também é usado para se referir a carregar ou abençoar um item. Com menos frequência, o termo é usado para se referir a um feitiço, geralmente benéfico, lançado sobre uma pessoa que terá algum efeito contínuo.
Magia Enoquiana:
Um sistema de magia que usa um suposto alfabeto angélico desenvolvido a partir dos trabalhos canalizados de Edward Kelly, conforme interpretado pelo Dr. John Dee.
Espírito familiar:
No folclore europeu moderno e medieval, os familiares, também conhecidos como espíritos familiares, eram considerados seres sobrenaturais que ajudavam bruxas e magos, na prática da bruxaria. As pessoas que afirmaram ter tido contato com espíritos familiares disseram que eles podem aparecer numa variedade de formas, geralmente como um animal, mas ocasionalmente como uma figura humana ou humanoide, de acordo com documentos históricos.
Glamour:
Qualquer feitiço que vise alterar alguém ou algo para ser visto de forma diferente do que realmente é.
Grimório:
Um grimório (ɡrɪmˈwɑːr, grim-WAHR) muitas vezes apelidado "livro de feitiços" ou "livro das sombras", é um manual de magia que geralmente contém instruções sobre como fazer talismãs e amuletos, lançar feitiços, encantos e usar adivinhação, também como invocar ou invocar seres sobrenaturais, incluindo anjos, espíritos, divindades e demónios. Acredita-se que o nome grimoire tenha vindo da palavra francesa antiga "grammaire", que foi originalmente usada para descrever todos os livros escritos em latim.
Guhšu:
Na magia suméria, é o altar mágico.
Heka:
Heka (/ˈhɛkə/; egípcio antigo: ḥkꜣ(w); copta: ϩⲓⲕ hik; também traduzido por Hekau) foi a deificação da magia e da medicina no antigo Egito. O nome é a palavra egípcia para "magia". Conforme a literatura egípcia (texto do caixão, feitiço 261), Heka existia "antes que a dualidade ainda existisse". O termo ḥk3 também foi usado para se referir à prática de rituais mágicos. O nome Heka é idêntico à palavra egípcia ḥk3w "magia". Esta ortografia hieroglífica inclui o símbolo da palavra ka (kꜣ), o antigo conceito egípcio da força vital. Heka é a personificação da magia (o deus Heka), mas também significa "poder mágico", todos os deuses tinham algum nível de Heka. Heka também significa "falar com autoridade". Nome idêntico: hekaut (palavras de poder, mantras, palavras mágicas). Hekau (praticante de magia; também conhecido como Setep-Sa).
Hermetismo:
O hermetismo é uma filosofia baseada principalmente nos ensinamentos de Hermes Trismegisto, um deus helenístico mítico que é uma mistura do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth.
Sagrado Anjo Guardião (HGA em inglês):
Segundo os trabalhos anteriores de Crowley, o HGA é o "eu silencioso", comparável ao génio da Ordem Hermética da Golden Dawn, o Augoeides de Jâmblico, o Atman do hinduísmo e o daimon dos antigos gregos. É o nosso eu superior, na minha opinião.
Irkalla:
O submundo. Às vezes, a deusa Ereshkigal também era chamada por esse nome, pois era a rainha do submundo. Irkalla era conhecido em sumério como Kur, Arali ou Kigal, Gizal, Arali e em acadiano como Erṣetu.
Kimbanda:
Kimbanda ou Quimbanda é um conceito religioso de origem afro-brasileira, uma linha de trabalho diferente da Umbanda e do Candomblé conhecida como "caminho da mão esquerda". Também pode ser escrito como Quimbanda; na língua africana Bantu, significa “xamã” ou “curandeiro”. A palavra banda significa "a vida após a morte". A Kimbanda brasileira retém alguns elementos da feitiçaria e demonologia europeias através do sincretismo. O nome "Kiumbanda" às vezes é usado para descrever a magia negra. Exús e Pombagiras são as principais divindades cultuadas.
Lei do Contágio:
A lei do contágio é uma crença popular que sugere que, uma vez que duas pessoas ou objetos tenham estado em contato, um vínculo mágico persiste entre eles, a menos ou até que uma limpeza formal, consagração, exorcismo ou outro ato de banimento quebre o vínculo imaterial. A primeira descrição da lei do contágio apareceu em "The Golden Bough", de James George Frazer. Bonewits e Bonewits reivindicaram paralelos na física quântica.
Magick com um "k", refere-se à ritualização das intenções espirituais de alguém. Muitas vezes é escrito com um 'k' após o uso de Aleister Crowley, um esoterista do século XX que desejava diferenciar a sua prática da magia de palco. Hoje, a grafia alternativa separa a prática espiritual da magia ficcional de romances e filmes de fantasia.
Mesmerismo:
O magnetismo animal, também chamado mesmerismo, foi uma teoria criada pelo médico alemão Franz Mesmer no século XVIII. Ele acreditava que todos os seres vivos, incluindo humanos, animais e plantas, tinham uma força natural invisível que chamou Lebensmagnetismus.
Santa Muerte:
Essa poderosa entidade, que representa a morte, o carma e a reencarnação, é cultuada por mais de 12 milhões de pessoas no México, Cuba e Espanha, principalmente na América Central. Segundo relatos, o culto apareceu pela primeira vez no estado de Veracruz na década de 1940. As raízes do culto à morte remontam a séculos, à era pré-hispânica, entre os astecas. Havia um conceito duplo: senhor morte (Mictēcacihuātl) e senhora morte, a sua parceira (Mictlāntēuctli), governava o submundo (Mictlān). Outros epítetos de Santa Muerte são: hesuda, niña blanca, flaquita, la madrina e la poderosa.
Santeria:
A santeria, "La Regla de Ocha" (ou o caminho dos santos), tem as suas raízes na religião ioruba sendo praticada em alguns países como Cuba, México, Panamá, Porto Rico, Espanha, Estados Unidos e Venezuela. Devido ao sincretismo e mistura de práticas, também é chamado “espiritismo misto”. O praticante é o "Santero", os santos são os Orixás (mpúngos), mas às vezes relacionados a santos católicos devido ao sincretismo.
Scrying:
Scrying, também conhecido por vários nomes como "ver" ou "perscrutar", é a prática de olhar para um meio adequado na esperança de detetar mensagens ou visões significativas. O objetivo pode ser orientação pessoal, profecia, revelação ou inspiração, mas ao longo dos tempos. O scrying em várias formas também é um meio de adivinhação ou leitura da sorte. Permanece popular nos círculos ocultistas.
Séance:
Uma sessão (ˈseɪ.ɑːns; francês: seɑ̃s) é uma tentativa de se comunicar com espíritos. A palavra “séance” vem da palavra francesa para “sessão”, do francês antigo seoir, “sentar”. Em francês, o significado da palavra é bastante geral: pode-se, por exemplo, falar de "une séance de cinéma" ("uma sessão de cinema"). Em inglês, no entanto, a palavra passou a ser usada especificamente para uma reunião de pessoas que se reúnem para receber mensagens de fantasmas, ouvir um discurso de médium espírita ou transmitir mensagens de espíritos. Em Cuba, Porto Rico e Caribe, as sessões espíritas são praticadas e chamadas "mesa blanca" (mesa branca) ou "misa" (missa).
Servitor:
Na magia do caos, um servidor é um complexo psicológico, criado deliberadamente pelo mago para um propósito específico e operando de forma autónoma a partir da consciência do mago. Um servitor é uma entidade "especificamente criada pelo mago para executar uma série de tarefas". Austin Osman Spare afirmou que os complexos psicológicos podem ser criados deliberadamente por meio da sua técnica de sigilo, referindo-se aos sigilos como "símbolos sencientes". De acordo com Spare, alimentar sigilos com crença livre incuba "obsessões", que, no que lhe concerne, dão origem a complexos. Este método e convicção não são exclusivos da magia do caos. Muitos outros sistemas mágicos usam o método de criar egrégoras sencientes, elementais artificiais, bioemissões ou tulpas (um termo usado no hinduísmo).
Sigilo:
Um sigilo (ˈsɪdʒɪl) é um tipo de símbolo usado em magia. Tradicionalmente, o termo se referia a um tipo de assinatura gráfica de uma divindade ou espírito. O termo “sigilo” deriva do latim sigillum (pl. sigilla ou sigilos), que significa “selo”. Na magia medieval, o termo “sigilo” era comumente usado para se referir a sinais ocultos que representavam vários anjos e demónios que o praticante poderia invocar. Nos nossos cursos, seja de Umbanda, Kimbanda ou Santa Muerte, revelo alguns selos das entidades. Posso dizer que os símbolos dos espíritos desenhados no chão (na Kimbanda e na Umbanda são chamados pontos riscados; no Vodu são chamados vevés) também são sigilos.
Umbanda:
Uma religião afro-brasileira que combina Espiritismo e Cristianismo (sincretismo entre santos e Orixás). A religião é praticada principalmente no Brasil e países vizinhos.
Vampyro:
Geralmente, no ocultismo, vampiro é escrito com um “y” para distinguir o vampyro magus iniciado do vampiro do folclore, assim como magick é escrito com um “k” em vez de magic. A diferença serve para distinguir o vampyro iniciado pelo mago oculto do vampiro fictício ou mítico.
Visualização:
O ato de imaginar imagens e situações na sua mente. A visualização é uma ferramenta comum utilizada em operações mágicas. Visualizar é discriminar entre as formas de energia e então focalizá-las e direcioná-las para um propósito, um processo subjetivo criativo da consciência.
Por meio da visualização e da emoção, direciona energia potencial e informações de modo equivalente.
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